Convento de Santo António dos Capuchos (antigo Hospital)


Duas fases distintas marcam a história deste edifício: na primeira, foi convento dos frades Capuchos; na segunda, hospital da Misericórdia de Guimarães.
Chegados a Guimarães em 1662, logo no ano seguinte os Capuchos iniciaram a construção do Convento de Santo António, no exterior das muralhas, tendo a primeira pedra sido lançada pelo Prior da Colegiada, D. Diogo Lobo da Silveira, antigo Provedor da Misericórdia. O facto de aproveitarem a pedra do Paço do Castelo e da Muralha da Vila, obtida por autorização régia em 1664, provocou a contestação dos nobres e do povo da vila, pelo desrespeito ao património histórico. A obra foi continuada com a ajuda de esmolas, e, quatro anos depois, os frades instalam-se no convento inacabado.
Em 1742 foi necessário reedificar a igreja, entretanto arruinada e demolida. Foi então acrescentado o coro alto e o segundo andar do claustro. Em 1748 construiu-se a sacristia e em 1763 refez-se a fachada da igreja, ao gosto barroco.
Extintas as ordens religiosas, a Misericórdia arrematou o edifício do convento em hasta pública, no ano de 1842, pela quantia de 1 600 mil réis, seguindo a concessão da Rainha D. Maria II. Pretendia aí instalar o seu hospital, e na cerca um jardim botânico e cemitério para os irmãos. O hospital abriu ao público em1844.
De 1861 a 1867 decorreram obras de remodelação e ampliação, segundo risco do arquitecto portuense José Luís Nogueira. Delas resultou um edifício de planta irregular, construído em volta da igreja, sacristia e claustro do extinto convento, adaptado às condições exigidas para as construções hospitalares.
Em 1974 a história do Hospital de Santo António dos Capuchos segue outro caminho, quando a sua administração passou para o Estado Português, mantendo a actividade no edifício do extinto convento até 1995, data da inauguração do Hospital de Nossa Senhora da Oliveira.
No edifício devoluto, a Misericórdia foi realizando obras profundas de remodelação, aí instalando serviços variados, administrados pela própria Instituição ou em regime de aluguer: Lar de S. Paio, Centro de Actividades Ocupacionais e Lar Residencial Alecrim para pessoas com deficiências, Serviço de Endoscopia Digestiva e Colonoscopia, Percurso Museológico, Cozinha central, Escola Profissional CISAVE, Clínica Fisiátrica Fisiguima, Serviço de Medicina Nuclear, Serviço de Imagiologia e Unidade de Hemodiálise. A ala ainda vazia do antigo hospital será, durante o ano de 2010, sujeita a obras profundas para instalação de uma Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração com 35 camas, o qual conta com financiamento público do Programa Modelar.